Depois de contemplarmos Jesus Cristo no monte das Oliveiras, de O acompanharmos na subida para o Calvário onde ofereceu a sua vida para nos libertar de toda a culpa, pondo ao alcance de todos nós a salvação, cantamos-Lhe agora aleluias, cheios de alegria, porque ressuscitou.

Sim, Jesus ressuscitou e está vivo para sempre. Ele está connosco, é a nossa força nos momentos difíceis. Se Lhe entregarmos os nossos problemas – sem os retermos – sentimos segurança. Ele próprio disse: «Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos e aliviar-vos-ei.» (Mt 11, 28)

Mas Jesus também está ao nosso lado nas horas felizes, Ele quer a nossa felicidade. Esteve presente num casamento em Caná alegrando-se, certamente, com os que estavam felizes e até contribuiu para que, no meio da festa, não passassem pela vergonha de não ter vinho suficiente para servir aos convidados, realizando o seu primeiro milagre. Quando apareceu aos discípulos depois de ressuscitar, saudou-os dizendo: «Shalom». Este termo significa não só paz, mas tudo de bom. No caminho de Emaús, ao explicar aos discípulos a Escritura, estes sentem o coração a «arder» e a alegria torna-se ainda maior quando reconhecem o Senhor ao partir o pão.

Quantas vezes nós também, na presença de Jesus, já sentimos o coração a «arder» de alegria? Porque Ele vive connosco, temos razões para sermos homens e mulheres de esperança, lutando pela construção de um mundo em que o amor vencerá.

Nós Te louvamos, Senhor, porque estás vivo no meio de nós e queremos cantar-Te, cada vez com mais vigor: «A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se pedra angular. Isto se fez por obra do Senhor e é um prodígio dos nossos olhos. O Senhor actuou neste dia, cantemos e alegremo-nos nele.» (Sl 117, 22-24)

V. Ângelo