O Espírito Santo gerou Jesus no seio de Maria, como diz o Evangelho de Mateus “(Maria) concebeu um filho por obra do Espírito Santo” (Mt 1,18). Dum modo semelhante, o Espírito Santo pode trazer Jesus ao nosso eu interior, tornando assim feliz o nosso coração. Hoje repete-se muito esta idéia, mas não é suficiente ficar-se por dizer isso, porque o Natal não é uma celebração puramente íntima, não é um encontro entre o meu coração e Jesus, como se não houvesse mais nada. O Espírito Santo quer renascer Jesus em toda a minha existência: no meu trabalho, nos meus projetos, nos meus relacionamentos, na minha família. E o mais importante é que Jesus nasceu entre nós para nos ajudar a criar um mundo melhor, de fraternidade e justiça. Porque Ele não gosta de nós apenas pelos nossos sentimentos doces, mas pela nossa docilidade completa, que nos leva a comunicar aos outros o que recebemos. O Espírito Santo procura sempre criar vida comunitária, uma vida comunitária cada vez mais generosa e exemplar. Por esta razão, não é suficiente para Ele dar à luz Jesus na intimidade de cada um, mas sim na vida compartilhada de cada família, cada grupo, cada comunidade.

“Vem, Espírito Santo, enche o meu coração e abre a minha boca para que eu saiba louvar e adorar, com o coro dos anjos, a Jesus recém-nascido. Ensina-me a contemplá-lo com os olhos simples dos pastores, a dar-lhe prendas de amor como os magos.Toca na minha mente e no meu coração, para que eu possa espantar-me feliz diante de Deus Encarnado, aquele que me ama tanto até se tornar uma criança, para me salvar da pequenez humana. Glória a Deus nas alturas e na paz na terra! Ensina-me a orar, Espírito Santo, para que eu possa adorar o meu Salvador e cantar a sua simplicidade divina. E trabalha em mim, Espírito Santo, para que Jesus possa nascer também na minha vida, para que possa nascer na minha casa, e ilumine tudo com sua presença. Que neste Natal possam renascer muitas coisas boas em mim. Renova tudo com a Tua Graça, Espírito de Santidade. Toma toda a minha existência. “Amen“

Mons.Victor Manuel Fernandez,   PNEUMA Nov/Dez 2018