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“Quem é que entrou Pedro?”, perguntou Jesus, como se não soubesse muito bem quem tinha entrado no Céu.
 
“Foi o Zé da Lapa, Senhor”, respondeu Pedro.
 
“Ah, bem! Então, Pedro, é melhor chamares o Espírito Santo para o receber, que eles são grandes amigos.”
“Pois é, Senhor”, respondeu Pedro, “e temos que arranjar um espaço bem grande porque traz tantos pedidos com ele, que nem sei onde meter tanta “coisa”!”
 
“Não te preocupes, Pedro. Chama o Espírito Santo, que Ele arruma tudo isso num instante.
 
Vai ouvir cada pedido, um a um, de braço dado com o Zé da Lapa, depois vai soprar com aquele vento quente de amor, como só Ele sabe fazer, e todos aqueles por quem o Zé da Lapa pedir e se quiserem desapegar do mundo para Me seguir, vão voar nas asas do amor, vão descobrir a verdadeira vida e vão encontrar a paz, aquela paz, (sabes Pedro?), aquela paz que Eu dou, mas o mundo não pode, nem sabe dar.”
 
“Ah, Senhor”, disse Pedro, “já se sente o “Vento”, já sopra impetuoso, e lá em baixo, Senhor, já se vêem lágrimas transformadas em sorrisos, corações abertos, confianças renovadas, esperanças confirmadas.”
 
À porta, depois de entrar no Céu, o Zé da Lapa insistia com Pedro:
“Mas eu não preciso de lugar nenhum especial. Eu sou só o burrinho de Jesus!”
 
Monte Real, 20 de Maio de 2014
Joaquim Mexia Alves
 
 
Meu querido amigo Padre José da Lapa
Aí no Céu, vela por nós.
Vela pelo “teu” Renovamento Carismático Católico em Portugal que tanto precisa da tua permanente intercessão junto do Espírito Santo.
As minhas saudade, são a minha alegria, são a minha acção de graças a Deus, por te ter conhecido.
Um abraço imenso do teu filho espiritual
 
 
Joaquim
 
 
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