O poder da Oração

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História verídica em Pneumavita

Algures no nosso país vive uma família a quem as circunstâncias da vida mandaram para a extrema pobreza. Interroguemo-nos, porquê? Porque o trabalho, fonte de alimento do homem pobre faltou, por encerramento do posto de trabalho do pai e mãe de duas crianças ainda de tenra idade, ficando apenas esta família com uma arma para se defender da miséria, a Fé em Jesus Cristo e a oração. Todos os dias procuram trabalho, nem que seja precário, para o sustento da família, sempre acompanhado de muita oração e da certeza que o Senhor não os deixará cair. Esta mãe de família reza, reza, reza, e louva o Senhor pois é a sua única arma para vencer as grandes dificuldades, desânimo e as portas fechadas que encontra todos os dias.

Como a ajuda de familiares e amigos se vai esgotando, lá diz o velho e sábio ditado “quem dá não pode dar sempre”, a mãe continua a rezar e eis que, com as dificuldades financeiras chega também a doença, mas a mãe continua em oração. Sendo obrigada a fazer uma viagem a Lisboa por motivos de saúde, e em vésperas de Natal, eis que visita um Sacerdote seu amigo de longa data, homem de um coração enorme e cheio de Espírito Santo. Após um longo diálogo, cheios de alegria despedem-se com um até breve, com a promessa de voltar (mas sem nada pedir).

Já de regresso à instituição que a acolheu, a sua boca ria com palavras de satisfação por reencontrar um bom amigo que há tanto tempo ela ansiava visitar, mas os seus olhos flamejavam de tristeza e aflição.

A Assembleia Pneumavita reza e colabora

O Senhor, que tem todo o poder no céu e na terra e que se serve de quem quer e quando quer, incitou-a (sem que a interlocutora esperasse algo) a relatar-me a sua história triste demais para ser ouvida na véspera de Natal, sem que causasse efeito a quem a escutava. Quem a escutava ouvia perplexa de emoção e ia louvando o Senhor. O Senhor que decide com quem nós devemos estar na hora certa. Eu, que escutava a dor e aflição de quem nada tem para se tratar e para dar aos filhos, ia lembrando, cheia de confiança, as palavras do Senhor, “não temais que eu estou convosco”. Sem trocar mais uma palavra despediram-se, mas o Senhor continuou a trabalhar e no dia seguinte, pela graça do Pai eu fui entregar alimentos e dinheiro para o jantar de família no dia de Natal, bens que arrecadei junto dos meus familiares e amigos mais próximos.

Mas o Senhor pedia mais, e eu não mais sosseguei, pois o Senhor falava-me ao coração, aos ouvidos e a todo o meu ser “quero mais, é preciso mais” e quando o Senhor manda só temos que humildemente obedecer. O Senhor dizia “tu que te ofereces para trabalhar na minha messe todos os dias vai chamar mais trabalhadores”. E assim aconteceu. Recrutando todos os trabalhadores da oração da Assembleia Pneumavita na Igreja de Santa Isabel o Senhor proporcionou que aquela filha que tanto ama viesse novamente a Lisboa fazer a intervenção cirúrgica que tanto necessitava, mas deixasse a despensa abastecida para os seus filhos enquanto estava na cama do hospital, e ainda dinheiro para as viagens e despesas de maior necessidade. O Senhor nos ama, nos ouve e está vivo dentro de cada um de nós, é só preciso escutá-lO e pôr em prática tudo o que ele nos manda fazer, pois ele serve-se de todos nós e continua a contar sempre connosco para a cada um distribuir a sua tarefa. E se nós a fizermos com amor, os resultados são as maravilhas do Senhor. O alívio da amargura que pesava sobre os ombros desta nossa irmã foi fruto do poder da oração e da partilha fraterna.

Por tudo isto vamos incessantemente louvar o Senhor com a disponibilidade de O servir sempre que Ele chame por nós.

Unida a todos vós em oração me despeço.

 

Angélica Horta

 

 

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