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A DESCONSTRUÇÃO DO MATRIMÓNIO

PREGAÇÃO DE QUARESMA 2016

Pe Raniero Cantalamessa

InfoCatólica 12 Março 2016

 

 

O Padre Raniero Cantalamessa critica as "propostas inaceitáveis de desconstrutivismo” sobre o matrimónio.

Cantalamessa dedicou sua quarta pregação de Quaresma para refletir sobre o matrimônio e a família na "Gaudium et Spes", condenando por sua vez ideologias que destroem a instituição familiar na sociedade.

"O matrimónio nasce no sinal da humildade; é o reconhecimento da dependência e, portanto, da condição de criatura ", diz o padre Cantalamessa. Apaixonar-se por uma mulher ou por um homem é fazer o ato mais radical de humildade. É fazer-se de mendicante e dizer ao outro: "Eu não me basto por mim mesmo, eu preciso do teu ser."

Ele também observa que o Antigo Testamento considera o casamento como uma estrutura de autoridade patriarcal, destinado principalmente à perpetuação do clã. "Ideal de uma comunhão de vida entre homem e mulher, fundada sobre uma relação pessoal e recíproca, não é esquecido, mas passa para o segundo plano em relação ao bem da prole". A esse respeito afirma que um papel importante em manter vivo o plano original de Deus para o matrimónio, foi desempenhado pelos profetas, especialmente Oséias, Isaías, Jeremias e o Cântico dos Cânticos.

 

Também recorda que Jesus, com as palavras "o que Deus uniu, não o separe o homem", diz que há uma intervenção direta de Deus em cada casamento.

O pregador diz é necessário aplicar o método do Concílio, o diálogo, na discussão dos problemas do casamento e da família. Aliás, afirma que "a crítica do modelo tradicional de casamento e da família que levou às atuais, inaceitáveis, propostas de desconstrucionismo, começou com o Iluminismo e o Romantismo".

Ele também adverte que "um dos maiores erros que fazemos para Deus é acabar por fazer de tudo sobre o amor e a sexualidade, um assunto saturado de malícia, onde Deus não deve entrar e está a mais."

 

Ideologia de género

Outra instância "que podemos fazer nossa" é a igual dignidade da mulher no casamento. O pregador Cantalamessa diz que isto está no cerne do plano original de Deus e do pensamento do próprio Cristo, mas ao longo dos séculos tem sido muitas vezes negligenciado.

Nesta linha, adverte que a chamada "Revolução de Género" levou propostas dementes como a abolição da distinção entre os sexos e substituí-lo com a distinção mais elástica e subjetiva de "sexos" (masculino, feminino, variável) ou a libertar as mulheres da "escravatura da maternidade", provendo outros meios, inventados pelo homem, para o nascimento dos filhos.

Referindo-se a notícias nos últimos meses, sobre homens que em breve poderão ficar grávidos e darão à luz um filho, o padre Cantalamessa nota que a escolha do diálogo e da auto-crítica "nos dá o direito de denunciar estes projectos como" desumanos " ou seja contrários não só à vontade de Deus, mas também ao bem da humanidade ".

Por outro lado, garante que tão importante como a tarefa de defender o ideal bíblico do matrimônio e da família, é, para os cristãos, a tarefa de redescobrir e viver plenamente estes valores.

Assim, o pregador da Casa Pontifícia explica que duas pessoas que se amam - e o caso de homem e mulher no casamento é o mais forte - reproduzem algo do que acontece na Trindade. Marido – precisa - e mulher são de fato uma só carne, um só coração, uma só alma, mesmo na diversidade de sexo e personalidade. "No casal reconciliam-se entre si a unidade e a diversidade", diz ele.

 

Graça de estado no matrimónio

O Padre Cantalamessa explicou que no testemunho de alguns casais "que tiveram a experiência renovadora do Espírito Santo" e "vivem a vida cristã carismáticamente" se encontra algo do significado original da vida conjugal (que os cônjuges fazem de si mesmos, um ao outro). O Espírito Santo é, na Trindade, o "dom" ou melhor o "dar-se" recíproco do Pai e do Filho, não um ato passageiro, mas um estado permanente. Onde chega o Espírito Santo, nasce ou renasce, a capacidade para tornar-se dom. É assim que opera a "graça de estado" no matrimónio.

Da mesma forma, ele indica aos presentes que "se nós mesmos os consagrados não vivermos a realidade do matrimónio", "temos de conhecê-la para ajudar aqueles que a vivem." Na comunidade cristã, - diz o Pe Cantalamessa – consagrados e casados podem "edificar-se" mutuamente.

 

 

Comentários  

 
0 # Pneumavita - A desconstrução do matrimónioFreddie 11-05-2017 21:20
Seu estilo é muito exclusivo em comparação com
outras pessoas Tenho ler coisas canal de
Como fazer a noite de núpcias perfeita: http://dl4.pl/4x7nt.

Obrigado por postando quando tens a oportunidade, acho que
eu vou só indicador esta página .
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