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O PAI-NOSSO timtim por timtim

Pe. Joãozinho, SCJ

 

 

Apresentação

Um dia, interrogado pelos discípulos a respeito da oração, Jesus respondeu. "Quando orardes, dizei "Pai nosso..." (Lc 11,2 e Mt 6,9). Não precisamos de saber muito mais, e menos não adiantaria, pois a oração é manifestação da intimidade com Deus-Pai. É graça. É privilégio. No entanto, alguns queixam-se, dizendo que a oração se tornou difícil ou até enfadonha.

Outros lamentam-se das distracções. Até pode ser. Mas não dizem toda a verdade. Indiscutivelmente falta algo que é prioritário: o amor. Não rezamos bem, porque não amamos devidamente, e não o conseguimos, porque não nos deixamos amar por Deus (cf 1Jo 4,19). Não o permitindo, não descobrimos as encantadoras maravilhas de Deus na nossa vida. Faltar-nos-ão com certeza deslumbramento e assombro diante das obras da Divina Providência e acabaremos a tomar as nossas próprias providências.

A reflexão do Pe. Joãozinho sobre o Pai-nosso vem muito oportunamente. Preenche uma lacuna. O autor não escreve muitas coisas. Escreveu bem. Escreveu de maneira simples: para homens e mulheres, para jovens e adultos, para iniciantes e para quem já vive uma certa experiência de Deus. Quem lê com fé estas reflexões, não terá mais tanta pressa em terminar o seu diálogo com Deus.

Começará dizendo Abba-Pai. Pai amado. Pai celeste. Dirá Pai e... sentirá necessidade de silenciar. Como S.Francisco de Assis, poderá experimentar a vontade de meditar. Chegar a meditar. De contemplar? Talvez. No silêncio, descobrirá que é filho, amado... Salvo pelo sangue do Filho em quem todos somos filhos (cf. Ef 1,5). Filhos? Então somos irmãos? Sim, somos. Por isso, dizemos Pai "Nosso". Não sou filho único. Preciso de cultivar a fraternidade. Então do coração brotam gratidão e louvor; impetração e petição de perdão. Cresce, como por encanto, o desejo de cumprir os deveres religiosos, os mandamentos, as responsabilidades sociais, etc. Amaremos o Pai e continuaremos a construir o seu Reino (cf. Jo 15,16).

Assim sendo, muitos pedirão: "Cristãos, ensinai-nos a rezar, pois parecemos orfãos." Instintivamente, então, repetiremos, com e como Jesus (vós quando orardes dizei): "Pai nosso que estais... estais no Céu, na terra e nos nossos corações..." Silêncio novamente. A oração nunca mais será a mesma. Não será mais um monólogo nem apenas um elenco de pedidos. Será audição e diálogo. Diálogo de amor filial. E muitos dirão: "Obrigado Pe. Joãozinho, agora já sei rezar melhor". E rezando, cantarão: "Pai nosso..."

 

Dom Carmo João Rhodem, SCJ

Bispo Diocesano de Taubaté

 

 

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