Partimos de Portugal, num voo com destino a Belo Horizonte. O nosso grupo era constituído por cerca de 180 pessoas, estando neste grupo  8 padres e alguns seminaristas.

​Chegámos a Belo Horizonte num final de tarde onde a confusão era geral. Jogava-se nessa noite a final da taça dos libertadores da América entre o Atlético  Mineiro (equipa local) e o Olimpa, do Paraguai. Havia de tudo nas ruas, carros, motas, comida, bebida, bandeiras, cânticos, claques, foguetes, samba, uma verdadeira festa Sul Americana.

Nesta 1.ª noite ficámos a dormir num pavilhão desportivo a cerca de 300m do estádio onde se jogou a final. Éramos de vários países (Europeus e da América do Sul). Fomos recebidos por irmãos das comunidades locais que nos demonstraram uma verdadeira providência, fornecendo-nos as refeições, limpando, e acompanhando-nos durante todos os dias de estadia. Deus de facto não falta a quem confia, estes irmãos tiraram dias de férias para nos acolherem e deram-nos do que não tinham, não dormiram por nós. Um exemplo de humildade que a todos tocou.

Nesta primeira noite celebrámos Eucaristia com cerca de 12 Padres, 8 deles Portugueses. Esta 1.ª Eucaristia foi celebrada em autêntico clima de guerrilha. O barulho exterior que circundava o pavilhão, devido à final de futebol, era verdadeiramente ensurdecedor, tornando até difícil ouvir a missa, mas tornando-a também muito especial. A vontade de estar em comunhão, junta da mesa da Eucaristia era total, a comunhão entre os jovens de vários países (El Salvador, Argentina, Itália, Espanha, entre outros) as leituras forma proclamadas em 3 línguas, os cânticos eram diversos, cantaram-se vários dos vários países.

No 2.º dia fomos em evangelização para Ouro Preto, uma cidade património cultural da UNESCO com imensas características Portuguesas.
Rezámos Laudes numa praça, e depois evangelizámos na rua em grupos de 3\4 e aqui a história mais surpreendente foi de um senhor que após ouvir a palavra de que Deus o amava, pagou o almoço a esse grupo que o abordou.

Nesta Cidade encontramo-nos com grupos do USA, Boston e da Austrália. É surpreendente ver a que a mesma fé em Jesus Cristo vem ter connosco de locais tão distantes.
A simpatia  e abertura para uma abordagem do povo Brasileiro é simplesmente fantástica, pois nenhum se recusou a ouvir a notícia de que Deus o ama. Sente-se de facto que existe uma certa nostalgia no povo Brasileiro em relação ao Portugueses.

No 4.º dia (sábado) dirigimo-nos para Copacabana. Após várias horas de burocracia para crachás e alimentação, seguiu-se uma caminhada de cerca de 10km a pé até à praia de Copacabana , tendo chegado já um pouco tarde para a vigília
A viagem ate Copacabana foi algo de extraordinária, a comunhão em volta das JMJ e do Papa sentia-se em cada pessoa, o povo Brasileiro acenava-nos, abordava-nos, dava-nos as boas vindas. A comunhão entre todas as nações é algo que já existe na Igreja Católica. Juntos caminhavam todas as nações, Jovens de países em conflito caminhavam lado a lado, como por exemplo israelitas e palestinianos. Em Copacabana com 3 milhões de jovens a solidariedade era total, a confraternização entre todas as nações foi de facto para mim o ponto alto.
Seguiu -se uma noite passada no calçadão de Copacabana, devido à  impossibilidade de conseguirmos lugar na praia.

Pela manhã conseguimos lugar na praia onde pudemos assistir  à missa de despedida. Enquanto aguardávamos pela Eucaristia,  rezámos  Laudes e pudemos dar uns mergulhos nos mares de Copacabana. Um pouco antes da missa tivemos o privilégio de conseguir ver o Papa de perto. Mais uma vez a providência foi fantástica pois o Papa fez uma paragem mesmo no local onde ficámos a dormir na noite anterior… no entanto nem todos já lá estavam… Preferindo andar a banhos…Assistimos à missa de despedida e ouvimos as palavras do Papa Francisco.

Na 2ª feira participámos num encontro vocacional presidido pelos fundadores do Caminho neocatecumenal, onde participaram cerca de 100.000 jovens

No dia seguinte visitámos o santuário de Nossa Senhora da Penha, onde rezámos Laudes. Um Santuário ligado ao de Nossa Senhora da Penha em Lisboa. Impedidos de visitar os locais mais famosos do Rio, devido ao excesso de  visitas, o Senhor providenciou-nos uma visita fantástica de barco à baía de Contracapa e a Ipanema.

Partimos depois para S.Paulo onde nos dirigimos para a Paróquia Nova Jerusalém – Diocese de Jundiaí/SP, onde fomos acolhidos em casa dos irmãos, que nos forneceram dormida e alimentação durante 3 dias.
Esta paroquia estava também a viver intensamente as JMJ pois já tinha recebido irmãos de vários países, recebeu durante 3 dias os “Portugueses “, e ainda iriam receber mais irmãos de outros países. Na verdade a vontade de acolherem irmãos era total, havendo quase mais camas disponíveis que peregrinos.

Visitamos em S.Paulo, o local\Igreja onde 2 padres Jesuítas fundaram a cidade em 25 de janeiro de 1554, visitámos o Mercado municipal de São Paulo, a catedral e a rua 25 de Março, famosa pelo seu comércio.
No final do dia celebrámos Eucaristia com a comunidade local e partilhámos algumas experiências.

No último dia despedimo-nos e partimos ao final do dia, levando no coração todos os irmãos que nos acolherem e todo o povo Brasileiro.